Implantação de Fast Track

Em uma época em que o mercado exige mudanças rápidas, com novos produtos sendo lançados diariamente, e em uma situação agravada por uma crise global de saúde, contar com uma estratégia de Fast Track, que acelere processos e entregas, é essencial para qualquer empresa que deseja se manter relevante no mercado. 

Na gestão de projetos, o Fast Track é muito utilizado para reduzir o tempo para concluir projetos, mas exige que várias tarefas sejam realizadas ao mesmo tempo. Claro, apesar do benefício claro de reduzir prazos, há riscos que a empresa precisa estar preparada para enfrentar. Portanto, o Fast Track é uma ferramenta poderosa, mas que precisa ser usada com cuidados, fazendo com que os gestores de projetos respondam à seguinte questão:  

Quando o Fast Track é apropriado para o projeto? 

  • Para maximizar a produtividade e utilização de recursos; 
  • Para concluir um projeto no menor tempo possível para atender a necessidades urgentes; 
  • Para concluir um projeto rapidamente devido a mudanças corporativas; 
  • Como resposta a possíveis falhas e deficiências que levaram a estourar prazos. 

Acelerando resultados 

Ao responder à questão acima, muitas vezes, o primeiro pensamento é adicionar recursos, mas isso pode não ser a melhor solução e, até mesmo, atrapalhar o progresso do projeto. Então, o ideal é encontrar o equilíbrio entre as necessidades da empresa e suas capacidades. 

Para isso é necessário avaliar: 

  • Se a empresa tem um cronograma realista, que considere todas as atividades; 
  • Se a empresa está ciente de todas as tarefas, e o que determina que a tarefa seguinte pode começar; 
  • Se todos os requisitos, objetivos e prioridades do projeto são conhecidos; 
  • Se há uma boa relação de trabalho entre as equipes envolvidas; 
  • Se o projeto segue todas as práticas de governança e gestão. 

Apenas se todas as respostas acima forem sim é possível agilizar o processo e dar início às etapas que envolvem o Fast Track: 

  1. Determinar os objetivos e capacidades 
  2. Examinar o cronograma e identificar pendências 
  3. Encontrar oportunidades na linha do tempo do projeto
  4. Identificar as alternativas para realizar ajustes necessários 
  5. Buscar consenso em relação a todas as decisões  
  6. Monitorar o progresso e possíveis problemas. 

Fast Track na prática 

Em tempos de COVID-19, com hospitais trabalhando acima da capacidade, implementar uma estratégia de Fast Track permite reduzir o tempo de espera para realizar atendimento médico, oferecendo uma melhor experiência ao paciente e aumentando a produtividade de enfermeiros, assistentes e médicos. De acordo com o Institute of Healthcare Improvement (IHI), em um Pronto Socorro, o Fast Track funciona da seguinte forma: 

  1. O paciente preenche uma ficha de atendimento e é encaminhado a um técnico de enfermagem ou enfermeiro para realizar a triagem (temperatura, pressão, sintomas, etc); 
  2. Finalizado o primeiro atendimento, o paciente já é encaminhado a um médico;
  3. Depois, ele é direcionado para a realização de exames, medicação, é encaminhado para agendar consulta com um especialista, ou tem alta. 

Tudo isso acontece em paralelo. Enquanto um paciente está na enfermagem, outro está com o médico e um terceiro já foi encaminhado para ser medicado, ou ir para a casa. Obviamente, em casos de urgência, o paciente vai diretamente para o atendimento, sem passar por essas etapas prévias. 

E, claro, são processos que podem ser adaptados para todas as indústrias, desde que as atividades para o andamento do projeto possam ser realmente sobrepostas, como acontece no atendimento a um paciente no Pronto– Socorro.  

Por ser, basicamente, uma técnica que reorganiza as atividades, o Fast Track não aumenta os custos de um projeto, e precisa ser implantado com excelência para evitar os riscos. Para evitar problemas, converse com um especialista da SETEC, que pode te ajudar a implementar a técnica de forma a ajudar os negócios.